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	<title>Luiz Algarra &#187; maturana</title>
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		<title>Luiz Algarra &#187; maturana</title>
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		<title>O encontro de Humberto Maturana e Augusto Pinochet</title>
		<link>http://luizalgarra.blog.br/2008/10/18/o-encontro-de-humberto-maturna-e-augusto-pinochet/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 14:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalgarra</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[maturana]]></category>

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		<description><![CDATA[Waiting for the rain&#8230; Originally uploaded by Anne*°. Compartilho aqui com vocês uma história narrada ontem pelo Prof. Humberto Maturana em nosso curso de Biologia Cultural. Maturana era professor universitário por ocasião do golpe militar no Chile em 1973 e aqui transcrevo a história de seu encontro com Augusto Pinochet. &#8220;Em 1984 recebi um convite [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizalgarra.blog.br&blog=496990&post=210&subd=luizalgarra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="float:right;margin-left:10px;margin-bottom:10px;"><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/anne-minerve/2610322537/"><img style="border:solid 2px #000000;" src="http://farm4.static.flickr.com/3146/2610322537_02cbd33a69_m.jpg" alt="" /></a></p>
<p><span style="font-size:.9em;margin-top:0;"><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/anne-minerve/2610322537/">Waiting for the rain&#8230;</a></span></p>
<p>Originally uploaded by <a href="http://www.flickr.com/people/anne-minerve/">Anne*°</a>.</div>
<p>Compartilho aqui com vocês uma história narrada ontem pelo Prof. Humberto Maturana em nosso curso de Biologia Cultural. Maturana era professor universitário por ocasião do golpe militar no Chile em 1973 e aqui transcrevo a história de seu encontro com Augusto Pinochet.</p>
<p><em>&#8220;Em 1984 recebi um convite branco com letras douradas, um convite para jantar com Augsuto Pinochet na casa da moneda.<br />
Outros professores universitários receberam um convite semelhante.<br />
Conversamos e todos decidiram que não poderíamos recusar!<br />
Minha mãe me disse naquela ocasião:<br />
- Filho, comporte-se lá lembrando que você tem filhos!<br />
Então no dia e hora lá estavam todos, presentes ao jantar.<br />
Todos em um grande salão, cerca de 85 pessoas em sua grande maioria universitários.<br />
Então chega Pinochet acompanhado de um homem que sabia exatamente quem era cada um de nós.<br />
O ditador foi apresentado e apertou a mão de um por um.<br />
Já na mesa de jantar, todos juntos, Pinochet levanta seu copo e convida:<br />
- Vamos brindar à nossa pátria.<br />
E todos brindam.<br />
Louças de primeira, comida deliciosa.<br />
Então Pinochet toma o microfone mais um vez e diz:<br />
- Fiquem tranquilos porque hoje não haverá discursos.<br />
Como não havia espaço de falas, decidi fazer um brinde, aproveitando o espaço de brinde criado por Pinochet.<br />
Então me levanto, levanto meu copo e digo:<br />
- Eu também quero brindar pela pátria.<br />
Silêncio sepulcral! As moscas que voavam caíam congeladas!<br />
O vinho fica imóvel nas taças.<br />
Então eu disse:<br />
- Todos aqui, reunidos como estamos, indica que este é um momento de sucesso em qualquer governo.<br />
Estamos hoje aqui como homens simples do chile que somos, incluindo nosso presidente, então brindo para que possamos contribuir para gerar a autonomia intelectual e a liberdade cultural do Chile!<br />
Silêncio absoluto! Pinochet levanta sua taça brindando, toma um gole, põe a taça sobre a mesa e  aplaude quatro vêzes.<br />
Todos repetem seus gestos também aplaudem quatro vêzes!<br />
Um colega me cochichou:<br />
- Que lindo!<br />
Um outro comentou:<br />
- Vamos terminar em Putre (onde ficava um campo de concentração).<br />
Terminamos de comer e fomos ao salão para tomar um aperitivo.<br />
Então eu disse.<br />
- Preciso ir!<br />
- Isso depende do dono da casa, me comentou um colega.<br />
Então vamos falar com Pinochet que ele está só:<br />
- Estimado presidente lhe apresento Humberto Maturana, distinto biólogo.<br />
Pinochet me olhou nos olhos e disse:<br />
- Professor, digo-lhe que compartilho de seus desejos.<br />
- Que como dizes, seja como faças, senhor.<br />
Ele apenas me olhou sem alterar sua expressão.</em></p>
<p><em>Na hora de partir mais uma vez passei por ele e Pinochet disse simplemente:<br />
- Tchau.<br />
- Tchau.<br />
Respondi com um aceno de mão.<br />
Depois recebi telefonemas de colegas dizendo:<br />
- Gracias, você nos devolveu nossa dignidade.<br />
E outro:<br />
- Você pode nos ter condenado a todos!<br />
Mas nada de mau nos aconteceu, pelo menos não nos meses que se seguiram.<br />
Dez anos após este episódio, fui preso e levado à interrogatório pela polícia de Pinochet, mas esta é outra história!</em>&#8220;</p>
<br />Publicado em cotidiano Tagged: maturana <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luizalgarra.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luizalgarra.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luizalgarra.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luizalgarra.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luizalgarra.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luizalgarra.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luizalgarra.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luizalgarra.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luizalgarra.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luizalgarra.wordpress.com/210/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizalgarra.blog.br&blog=496990&post=210&subd=luizalgarra&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>De olhos para o mundo!</title>
		<link>http://luizalgarra.blog.br/2008/09/22/de-olhos-para-o-mundo/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 05:47:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalgarra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[maturana]]></category>

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		<description><![CDATA[Ximena y la Lupa. &#8211; Upload feito originalmente por Mac1968 Seja o que for que pensamos ser a realidade, não é! Ou melhor, é a nossa própria, única e instranferível realidade. Vemos o que vemos a partir de nossos critérios de validação. Distinguimos o mundo identificando uma e outra coisa a partir de nossas experiências [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizalgarra.blog.br&blog=496990&post=205&subd=luizalgarra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/mauricioalcarazcarbia/517353091/"><img style="border:solid 2px #000000;" src="http://farm1.static.flickr.com/189/517353091_3bce7a8ebd_m.jpg" alt="" /></a></p>
<p><span style="font-size:.9em;margin-top:0;"><a href="http://www.flickr.com/photos/mauricioalcarazcarbia/517353091/">Ximena y la Lupa.</a> &#8211; Upload feito originalmente por <a href="http://www.flickr.com/people/mauricioalcarazcarbia/">Mac1968</a></span></p>
<p>Seja o que for que pensamos ser a realidade, não é! Ou melhor, é a nossa própria, única e instranferível realidade. Vemos o que vemos a partir de nossos critérios de validação.</p>
<p>Distinguimos o mundo identificando uma e outra coisa a partir de nossas experiências anteriores. Vemos o que vemos e só saberemos se é ilusão ou percepção no instante seguinte. Nossa próxima experiência ira confirmar ou negar nossas impressões sobre o que chamamos de realidade.</p>
<p>Cada qual com sua lente, enxergando o que vê, percebendo o que enxerga. E tomamos nossas decisões, realizamos nossas ações e nos organizamos em coordernações que seguem exclusivamente aquilo que ditinguimos como real.</p>
<p>E não falo aqui de nossas opiniões, que isto é coisa que se forma bem depois de nossa capacidade de conhecer o mundo. Digo sim que conhecemos, vivemos em cognição, daquilo que validamos como real.</p>
<p>Então nossos olhos vêem a luz ou a luz é o que é por ser vista em nossos olhos?</p>
<br />Publicado em Reflexão Tagged: maturana <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luizalgarra.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luizalgarra.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luizalgarra.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luizalgarra.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luizalgarra.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luizalgarra.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luizalgarra.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luizalgarra.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luizalgarra.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luizalgarra.wordpress.com/205/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizalgarra.blog.br&blog=496990&post=205&subd=luizalgarra&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Futebol, política, religião e a realidade, não se discute</title>
		<link>http://luizalgarra.blog.br/2008/08/11/futebol-politica-religiao-e-a-realidade-nao-se-discute/</link>
		<comments>http://luizalgarra.blog.br/2008/08/11/futebol-politica-religiao-e-a-realidade-nao-se-discute/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 06:04:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalgarra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[maturana]]></category>

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		<description><![CDATA[Don&#8217;t you be yelling at me. Foto by Mareen Fischinger. Estes dias lendo Humberto Maturana em sua Ontologia da Realidade (p.298) tive uma compreensão sobre esta afirmação. Geralmente o espaço de discussão sobre temas como estes é evitado prudentemente por pessoas que convivem em uma determinada dimensão grupal. Colegas de trabalho, amigos em um bar, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizalgarra.blog.br&blog=496990&post=186&subd=luizalgarra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="float:right;margin-left:10px;margin-bottom:10px;"><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/mareen/110139752/"><img style="border:solid 2px #000000;" src="http://farm1.static.flickr.com/46/110139752_fafb91ede3_m.jpg" alt="" /></a></p>
<p><span style="font-size:0.9em;margin-top:0;"><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/mareen/110139752/">Don&#8217;t you be yelling at me.</a></p>
<p>Foto by <a href="http://www.flickr.com/people/mareen/">Mareen Fischinger</a>.<br />
</span></div>
<p>Estes dias lendo Humberto Maturana em sua Ontologia da Realidade (p.298) tive uma compreensão sobre esta afirmação. Geralmente o espaço de discussão sobre temas como estes é evitado prudentemente por pessoas que convivem em uma determinada dimensão grupal. Colegas de trabalho, amigos em um bar, companheiros de viagem, marido e mulher evitam conversar sobre política, religião e futebol porque sabem que inevitavelmente a conversa vai gerar desconforto em poucos minutos.</p>
<p>Isto porque normalmente discutimos acreditando que falamos de uma mesma verdade objetiva e racionalmente inegável. Nossa educação e cultura nos formaram na crença de que a realidade existe independente de nós. Só a pouco tempo é sabido que a realidade não é nada mais do que a percepção das coisas a partir de cada um de nós. Cada um conhece o que vê a partir da vida que viveu em seu sistema de crenças pessoais e íntimo. Não existe uma realidade única, compartilhada por todos.</p>
<p>Nem mesmo aquilo que nossa ciência comprova é a realidade única. A ciência apenas explica o mundo de um modo coerente com ela mesma. A matemática prova na matemática que dois mais dois são quatro. Mas quatro laranjas são quatro laranjas apenas quando existe alguém para perceber isto. Nada é em si mesmo. Tudo surge a partir de alguém que observa.<span id="more-186"></span></p>
<p>Não que as laranjas não existam, existem, claro! Mas são o que são apenas para nós, humanos que temos uma história, uma palavra e um operar de relações com a laranja. Para uma baleia, o que é uma laranja?</p>
<p>Então vivemos cada um sua própria realidade mas nos encontramos tendo que coordenar nossas ações todos os dias. Vivemos em situações onde nossos acordos nos permitem viver juntos e conviver da melhor maneira que podemos. Nos encontramos em nossa linguagem e ajustamos nossas condutas uns aos outros para podermos viver juntos, na mesma cidade, por exemplo.</p>
<p>Posso dizer que sei dirigir um automóvel porque guio dentro do combinado do tráfego urbano. Numa corrida de carros eu não sei dirigir, não conheço as regras, não fiz os acordos. Sou motorista em uma determinado contexto, quando o contexto muda, não sou nada!</p>
<p>E sou pai em um contexto, e filho no outro. Sou um homem de fé em um contexto, e um descrente em outro. Sou corajoso em meu trabalho, mas covarde em uma floresta, por exemplo! Posso me explicar em cada um destes domínio de modo racional, dizendo como funciono em cada um deles. Me movo de um contexto a outro a todo momento. Vou de casa para o trabalho, paro para jogar bola com meus amigos, converso com um deles que também é meu colega de trabalho sobre coisas da nossa profissão, e nunca me confundo, cada pessoa tem seu papel em minha vida de acordo com o contexto onde me relaciono com ela.</p>
<p>Todas estas minhas dimensões estão sobrepostas em mim, Isto gera uma certa confusão quando não estou atento e posso acabar dando uma de corajoso ao dirigir uma carro na cidade, ao invés de manter uma direção defensiva, que seria melhor para minha vida e a para a de todos. Vivo nestes contextos diferentes mas dependendo do momento que estou, me confundo.</p>
<p>Me perco às vêzes nestas dimensões pessoais justamente pelo meu estado emocional que varia de acordo com o que acontece comigo. Se briguei com meu filho saio prá rua dirigindo como um louco e ainda explico racionalmente que estou atrasado, com muita pressa, por exemplo. Quem estiver, na minha opinião, andando devagar na minha frente vai levar uma buzinada!</p>
<p>Estamos geralmente operando racionalmente, com bons argumentos, explicações e justificativas para quase tudo que fazemos, e nem nos damos conta de nossas emoções, e de como elas podem estar nos afetando naquele momento, embaralhando um pouco nossas dimensões internas.</p>
<p>Para compensar isto tudo nos agarramos à realidade objetiva na tentativa de fugir de nossas derivas emocionais, seguramos conceitos e ciências como verdade absolutas mas terminamos por nos confundir mais ainda, misturados que estamos em um mundo onde cada um vê o que vê, cada um com sua verdade única!</p>
<p>Quando discutimos assuntos que dependem nitidamente apenas de nossas opiniões próprias, como futebol, política e religião, perdemos nossas noções sobre uma realidade compartilhada e entramos no terreno das realidades relativas. Qualquer tentativa de argumentação racional não se sustenta nestes temas A afirmação de nossa verdade individual se revela como uma pedido de obediência! O outro que nos ouve desaparece porque não estamos com ele conversando um uma realidade que pensamos compartilhar.</p>
<p>Negado aquele com quem falamos também somos negados por ele. A pessoa que nos ouve se resente e passa a argumentar a partir de uma razão que só faz sentido a partir de sua própria emoção. Nos nega também!</p>
<p>A sensação de ambos é a de que uma ameaça existencial intolerável se apresenta neste momento, e de que é impossível conversar, correndo risco de acirrar ainda mais os ânimos.</p>
<p>Bem, antes que isto aconteça, vamos embora ou nos calamos porque, como todos sabemos, política, futebol e religião não se discute.</p>
<p>Como sair deste ciclo. Bem, qua tal você apreciar a fala de alguém entendendo que o que ele diz só pode ser aquilo que faz sentido com o viver histórico dele mesmo? Atentar para o fato de que existem tantas realidade percebidas quantos seres humanos na terra, multiplicadas pela inúmeras dimensões internas que todos nos possuímos.</p>
<p>Para experimentar isto, para viver este ato de pura amorosidade, é preciso dar atenção às nossas emoções, sentir como elas nos determinam e, através de nosso emocionar, aceitar um convite para uma conversação pautada pela aceitação mútua.</p>
<p>Percebendo que tudo que pensamos tem a ver com aquilo que sentimos, não com a realidade em si mesmo, podemos começar a perceber isto também nas pessoas e, sem afetação, conversar com naturalidade com elas sobre futebol, religião e política, numa boa!</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/luizalgarra.wordpress.com/186/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/luizalgarra.wordpress.com/186/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luizalgarra.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luizalgarra.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luizalgarra.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luizalgarra.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luizalgarra.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luizalgarra.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luizalgarra.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luizalgarra.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luizalgarra.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luizalgarra.wordpress.com/186/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizalgarra.blog.br&blog=496990&post=186&subd=luizalgarra&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Evolução, adaptação e congruência com o meio</title>
		<link>http://luizalgarra.blog.br/2008/07/19/evolucao-adaptacao-e-congruencia-com-o-meio/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 19:26:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalgarra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[maturana]]></category>

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		<description><![CDATA[The origins of Evolution: &#8220;I think I need a shave today&#8221; Upload feito originalmente por Manυ A vida é um processo de auto-criação e não uma adaptação de um organismo a um meio. A renovação da existência acontece a partir de algo exclusivamente interno. Quando a realidade externa muda nós percebemos esta mudança do jeito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizalgarra.blog.br&blog=496990&post=178&subd=luizalgarra&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/manuperez/380741174/"><img style="border:solid 2px #000000;" src="http://farm1.static.flickr.com/138/380741174_b442061ebd_m.jpg" alt="" /></a></p>
<p><span style="font-size:0.9em;margin-top:0;"><a href="http://www.flickr.com/photos/manuperez/380741174/">The origins of Evolution: &#8220;I think I need a shave today&#8221;</a><br />
Upload feito originalmente por <a href="http://www.flickr.com/people/manuperez/">Manυ</a></span></p>
<p>A vida é um processo de auto-criação e não uma adaptação de um organismo a um meio. A renovação da existência acontece a partir de algo exclusivamente interno. Quando a realidade externa muda nós percebemos esta mudança do jeito que cada um de nós percebe, e mudamos para nos mantermos em equilíbrio com aquilo que nos cerca, preservando assim nossa vida e nosso viver no meio em que vivemos.</p>
<p>Quando os seres vivos de alguma forma “tomam conhecimento” dessas mudanças isto os leva a mudar também. Algo neles se altera, e mesmo com algo se modificando, continuando sendo eles mesmos. Os seres vivos não são um conjunto de partes, são padrões de interrelacionamentos entre essas partes, padrões que se renovam dinamicamente.</p>
<p>Inspirado em Humberto Maturana através de um artigo de Ruben Bauer:</p>
<p>http://www.neuroredes.com.br/site/artigos/convivencialidade.htm</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/luizalgarra.wordpress.com/178/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/luizalgarra.wordpress.com/178/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luizalgarra.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luizalgarra.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luizalgarra.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luizalgarra.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luizalgarra.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luizalgarra.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luizalgarra.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luizalgarra.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luizalgarra.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luizalgarra.wordpress.com/178/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizalgarra.blog.br&blog=496990&post=178&subd=luizalgarra&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Traídos na infância</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 21:38:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalgarra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[maturana]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/inkyblack/2412773632/"><br />
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E então algo se passa que não entendemos! Onde tudo era amor e confiança, cuidado e atenção, de repente começamos a receber algumas referências incompreensíveis! Nossa realidade amorosa começa a ser confrontada por uma série de experiência recorrentes. Recebemos interações que não fazem sentido, não se classificam em nosso modo de ver o mundo. Coisas que parecem não ter registro em nosso ver e viver.<br />
Então começamos a coordenar uma certa coerência entre estes atos de desamor. Estabelecemos um histórico de recorrências destas experiências de não-amor e então temos um critério que distingue isto e aquilo. Já temos um operar de distinção que, antes mesmo que possamos ver, sentir, ouvir ou experimentar o mundo ao nosso redor, passa a determinar o que para nós É ou NÃO É.<br />
Este mecanismo operativo integra-se à nossa estrutura biológica e passa a determinar nossa experiência cotidiana em diversas interações. Preocupante? Nem tanto. É melhor se acostumar. Nos próximos primeiros anos de vida outras experiências irão disparar em nós novas séries de critérios de validação. Cresceremos como adultos que pensando estar vivendo em uma realidade única e compartilhada. Viveremos em um mundo absolutamente nosso mas pensando estar em uma realidade onde todos existem do mesmo modo.<br />
E tudo irá desse modo até a dor ou a curiosidade nos desperte para que façamos, ao menos, uma pergunta! &#8220;- Porque faço o que faço?&#8221; Ou ainda: &#8220;- Quero querer o  que quero?<br />
Não importará a resposta, apenas a formulação da pergunta nos traz à mão o observador que existe em nós. E, conforme aprendi pela primeira lei sistêmica com Humberto Maturana, tudo que é dito é dito de um observador a outro, que pode ser ele ou ela mesmo.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/luizalgarra.wordpress.com/152/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/luizalgarra.wordpress.com/152/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/luizalgarra.wordpress.com/152/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/luizalgarra.wordpress.com/152/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/luizalgarra.wordpress.com/152/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/luizalgarra.wordpress.com/152/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/luizalgarra.wordpress.com/152/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/luizalgarra.wordpress.com/152/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/luizalgarra.wordpress.com/152/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/luizalgarra.wordpress.com/152/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/luizalgarra.wordpress.com/152/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/luizalgarra.wordpress.com/152/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=luizalgarra.blog.br&blog=496990&post=152&subd=luizalgarra&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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