Luiz Algarra – Pensamento, palavra e ação

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Pensamento, palavra e ação

Banido do Twitter: reflexões



Don’t Get Drawn In

Upload feito originalmente por Josh Sommers

Passado o susto da perda do meu usuário antigo de Twitter, ativo desde 2005, me coloquei refletindo sobre o que isto causou em mim.

Bem, para começar tenho um longo histórico de acidentes digitais, creio que como quase todo mundo. Nestes mais de vinte anos de convívio com tecnologia já perdi disco rígidos, placas-mãe, backups, contas de email, arquivos de fotos pessoais, enfim, uma porção de coisas que me pareciam valiosas. Então fui aprendendo desde cedo a não confiar em tecnologias, em não me agarrar a elas ou a seus resultados imediatos pois, de modo geral, elas não funcionam muito bem. Tudo ainda é protótipo e quando deixa de ser ja está ultrapassado! Então quando o crash com o Twitter surgiu, reagi com a memória de diversas perdas digitais…

Por um instante me senti traído, punido indevidamente, mas logo me lembrei que não há ninguém do lado de lá do Twitter, apenas um robô. Eu fui eliminado por um algoritmo aplicando uma regra de validação do que pode ou não ser aceitável de acordo com um conjunto de regras criadas por humanos. Foi um processo automático, nada pessoal.

Não fiz backup dos meus contatos no Twitter. Perdi todos. Muitas pessoas em meu lugar estariam lamentando o prejuízo. Como se houvesse algo que lhes pertencesse! Nos dias de hoje estamos tratando nossa lista de amigos como uma bem intangível, uma espécie de patrimônio pessoal. No meu caso não sinto assim. Creio que minha lista de quase mil seguidores se formou a partir das minhas coerências pessoais vividas a cada dia durante estes três anos.

Hoje tenho novo modelos de ação, faço outras coisas, penso de modo diferente e por conseqüência devo atrair outro tipo de pessoa.

Então agora posso começar de novo, experimentando o Twitter de um modo diferente,

Então vamos lá…

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Banido do Twitter

Se vocë faz parte de minha rede de amigos que me seguem no twitter certamente notou minha ausência nos últimos dias e, se acessou minha página no twitter foi recebido pela mensagem:

Sorry, the account you were headed to has been suspended due to strange activity

Pois é isto mesmo, amigos, fui banido do twitter! Ou melhor dizendo, meu user @lalgarra foi banido, porque eu já voltei como @luizalgarra.

Mas vamos à história do que aconteceu.

Me inscrevo sistematicamente em diversos sites e serviços da internet desde 1995! Não há outro modo de experimentar senão se inscrevendo, certo? E foi assim que assinei um tal de Twitter em maio de 2007. Naquele momento não poderia saber que estava me incluindo entre os primeiros 250 brasileiros inscritos naquilo que seria um dos mais populares serviços de internet do mundo em 2009!

Passei a operar o twitter ativamente a partir de 2008. Algo em torno de mil pessoas passaram a me seguir enquanto eu seguia umas duzentas. Testei diversos serviços integrados ao Twitter, entre eles Twitoaster, Chritter, Twibbon, Google Friend Connect by Google e Flickr by Flickr. Com isso integrei meu Twitter a uma série de serviços pessoais como meu blog, fotolog, etc. Mas parece que fui longe demais nestas experimentações… Read the rest of this entry »

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Eu, publicado no Estadão

9 x Estadão

Upload feito originalmente por Eduardo Nasi

Uma indicação de Augusto de Franco, um telefonema do jornalista Lucas Frasão, quarenta minutos de entrevista pelo celular eaqui estou eu em uma matéria publicada hoje (31/07/2009) no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO.

Aproveito para agradecer ao Lucas Frasão por eu conseguir me reconhecer na reportagem. Algumas falas para a imprensa geram resultados imprevisíveis. Neste caso, rolou bem. Valeu!

Vejam a transcrição da íntegra da matéria:

Políticos e órgãos públicos, mais próximos dos cidadãos

Autoridades e secretarias aderiram a ferramentas de comunicação na internet para divulgar política pública

Lucas Frasão

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Com as redes sociais, políticos brasileiros e órgãos públicos estão cada vez mais tentando se aproximar do cidadão, intensificando o contato direto. Usam a rede para divulgar políticas públicas e tratar de temas atuais, entre eles a sustentabilidade.

Na opinião de Luiz Orlando Algarra, membro da Papagallis, uma rede criadora de outras redes, a presença do político no ambiente virtual muda a percepção que os cidadãos têm dele, na medida em que for possível conhecer impressões pessoais das autoridades. “Isso é bom. Qualquer espaço de convivência faz emergir o que há de melhor em um ser humano”, diz Algarra, também integrante de um grupo para discutir a emergência de novas abordagens na política a partir das redes sociais. “Todos os políticos deveriam se aproveitar desses canais.”

Para Beth Saad, professora titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em mídias digitais, ainda é cedo para se falar em uso adequado dos sites de relacionamento por políticos.

“Precisamos separar modismo de uso competente. O Twitter serve para informar rapidamente e conduzir o internauta para outro lugar no ciberespaço. Mas tenho dúvidas sobre se um político sabe diferenciar isso. Hoje, muitas pessoas têm Twitter apenas para dizer que têm.”

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), por exemplo, é um dos que têm usado as novas tecnologias no Brasil. Seu perfil no Twitter é acompanhado por cerca de 50 mil pessoas. Lá ele escreve sobre política, futebol e até mesmo sobre a vida em família.

Até agora, pelo menos 25 órgãos públicos do governo estão no Twitter. O primeiro, desde março, foi a Secretaria de Comunicação, que também está no Orkut, Facebook, YouTube e Flickr. De acordo com o secretário Bruno Caetano, essa experiência modificou o relacionamento dos paulistanos com o governo.

“Antes, a conversa com a população era muito esparsa pelo sistema de Ouvidorias, que ainda funcionam. O Twitter diminuiu os custos gerais e ficou mais fácil se comunicar”, diz.

Inspirado nesse modelo, o secretario de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, Xico Graziano, também acaba de chegar ao Twitter. “Os jovens estão interessados. É preciso acompanhar”, diz ele, que tem perfil no Orkut.

De acordo com Algarra, o diálogo entre políticos e cidadãos não é a grande vantagem das redes sociais na internet. “Isso é precondição em um sistema democrático. O diálogo deve funcionar independentemente de qualquer coisa. A internet facilita”, diz.

Quem quer acompanhar os políticos brasileiros na rede pode consultar a lista preparada pelo site Politweets (www.politweets.com.br).

Atualmente, fazem parte dessa listagem 1 governador, 17 senadores, 47 deputados federais, 12 deputados estaduais e 47 vereadores.

MOBILIZAÇÃO

O Twitter tem se mostrado também uma poderosa ferramenta de mobilização política – a ponto de ter protagonizado um papel fundamental durante as eleições presidenciais do Irã, no mês passado.

Partidários da oposição encontraram no site a maneira mais eficaz de dizer ao mundo que o governo havia fraudado as votações. Para driblar a censura, convocaram internautas do mundo inteiro a retransmitir suas mensagens.

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Que tempo temos além do instante presente?



time spiral

Upload feito originalmente por strange_wax

A noção de tempo surge como uma explicação constante e recorrente para um paradoxo que experimentamos ao nos percebermos em um presente contínuo que se transforma a cada pulso sincrônico de nossas sinapses cerebrais.

Observamos este momento estático, único tempo em que vivemos, pois não há passado em nossa experiência, apenas na lembrança que conservamos como a explicação da experiência.

E nada muda pois este momento presente é absolutamente sempre o mesmo, sem futuro pois este é apenas uma projeção presumida de acontecimentos que supomos a partir dos vetores de explicação que conservamos para nossas vidas.

Este presente momento estático do instante contínuo que permanece e muda sem se alterar enquanto se transforma, se conservando nesta transformação e se transformando nesta conservação, a isto chamo tempo, e nada mais!

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Bandeira de São João by Thais Rabelo

Bandeira de São João by Thais Rabelo

Bandeira de São João by Thais Rabelo

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Três gotas diárias

Perfection

Upload feito originalmente por ~jjjohn~

Li sobre as Crianças Selvagens:
Refletindo sobre o viver humano e de como estamos imersos na linguagem, existindo enquanto seres humanos e tendo sido cuidados por outros seres humanos. Então surge aí uma humanidade que não é em si mesma, mas sim um ser humano biológico-cultural! Conhecer os casos registrado de crianças selvagens foi algo muito especial para minha reflexão sobre uma pergunta findamental para os seres humanos vivos: “Como fazemos o que fazemos?”

http://sofadasala.vilabol.uol.com.br/noticia/feralchildren.htm
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2007/01/070119_selvagemcambojaebc.shtml

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Fui convidado para o encontro do Team Academy:
Uma experiência de aprendizado onde não há sala de aula, prova ou professor e que funciona muito bem na Finlândia.
Trata-se de uma escola onde há um modelo inovador para facilitar o processo de aprendizado e o empreendedorismo. A revista Idéia Socioambiental (Março 2009) reconheceu essa escola como uma das 3 melhores iniciativas no mundo de educação para desenvolver competências para a sustentabilidade – “Ensinando a ‘ser’ a mudança”. Infelizmente não irei por estarei em Campos do Jordão no Simpósio de Redes.

http://www3.sp.senac.br/hotsites/intranet/cd/20090615_gep_worshopacademy.html
http://www.tiimiakatemia.net/

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Espalho aqui as chamadas criativas da Eletrocooperativa:
Músicas, vídeos, podcast, fotografias e cartazes podem ser enviados ao portal que promove economia social sob uma perspectiva inovadora. As melhores criações irão ganhar R$ 300. A Eletrocooperativa foi fundada em 2003 no Pelourinho, em Salvador, Bahia, com o objetivo de trazer humanização para o processo de inclusão digital. Como? Transformando o computador em instrumento musical, para que os jovens pudessem produzir sentido em suas vidas por meio da música.

Desde o início implantou uma metodologia própria – a Sevirologia – cujas bases são um ambiente favorável e os estímulos adequados para que os jovens possam aprender na prática e na convivência, sendo responsáveis por suas produções e por sua própria vida.

http://eletrocooperativa.org.br/

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Meu outro blog

Depois de publicar o post anterior neste blog (sobre o fim de uma certeza) resolvi divulgar a todos meu outro blog: Reflexões de Biologia Cultural.

Venho mantendo a produção de alguns textos a quase dois anos a partir de minhas reflexões no Curso de Certificação de Biologia Cultural que frequento na UNINDUS com Humberto Maturana e Ximena Dávila.

São textos que podem parecer herméticos mas que, se lidos com atenção,, podem nos conduzir a uma dimensão de compreensão complexa e dinâmica como o próprio viver humano na terra.

Espero que gostem.

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Quando olhei novamente minha certeza não estava lá!



Cavalos em Montmartre

Upload feito originalmente por Ascauri

Nesta vida de todo dia
em que me encontro a cada momento
num giro louco de controle ou deriva
noto num ponto em que passo
um rosto que já vi
com uma expressão de dor conhecida
e assim sigo girando
vendo de novo e mais uma vez
até perceber um ciclo
do padrão de certo ritmo,
onde distinguo uma repetição.

Então na próxima volta
por um momento
vejo às vêzes o carrosel em que giro
e os cavalos coloridos que se movimentam
prá baixo e prá cima
sem nunca sair do lugar
mas sempre girando e girando
num caminhar estático
onde tudo de move
mas tu não te moves de ti!

E te vejo vendo eu mesmo neste carrosel
como criança que não cresceu
e que ainda se diverte e tem medo.

Mas seu eu estou lá, girando,
quem sou eu que estou vendo tudo isto?
E de quem é aquele rosto
com uma expressão de dor conhecida?
Será o rosto de alguém
ou é apenas o meu?

Nas perguntas que surgem me solto
em dúvidas de perguntar,
enquanto sentado em meu cavalo,
mais uma vez começava a rodar.
E de novo vejo o rosto,
de novo vejo a dor,
mas me vejo vendo a dor
em um ver de mim que ainda nunca havia visto
e quando olho novamente
uma certeza minha está mais lá!

E um novo mundo cheio de possibilidades já está,
instaurado em um fundamento que podemos chamar,
vida!

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Conversando na rede RAIA



Algarra na rede RAIA

Upload feito originalmente por Papagallis

Estive conversando com amigos da rede RAIA (Rede Audiovisual Ibero-Americana) que se reuniram em São Paulo de 19 a 22 de amio no Centro Cultural da Espanha, para seu primeiro encontro de rede. O principal tema do encontro foi a troca de experiências e alternativas para a proteção e promoção da diversidade cultural no que se refere à produção, exibição e reflexão sobre os meios audiovisuais em nossos tempos.

Participam do encontro, Cesar Piva, do projeto brasileiro Fábrica do Futuro, voltada à inclusão social por meio da apropriação de novas tecnologias; Alina Frapiccini, diretora geral de projetos da ONG argentina Fundación Kine, de inclusão social, cultural e educacional de crianças e adolescentes; Dino Pancani, do projeto audiovisual chileno Tramas; Eva Piwowarski, da entidade uruguaia Recam, de produção audiovisual, Suzana Salerno da Paraguay Cultural, organização paraguaia de promoção da diversidade cultural; Humberto Mansillas do Centro de Gestión Cultural Pukañawi – Festival de Cine de Derechos Humanos, entidade boliviana que atua na defesa dos direitos humanos, e Eli Lloveras da produtora cultural espanhola Hamaca.

Eu tive o privilégio de abrir o encontro com a primeira palestra que transformei em uma conversação livre sobre redes sociais como proposta sócio-educativa para mobilização e construção de saberes libertários. Apresentei um pouco do trabalho da Papagallis e as estratégias que estamos adotando para netweaving na ativação de redes em seus espaços presenciais e virtuais.

O encontro foi promovido pelo Divercult, organização cultural internacional fundada no Brasil, hoje com sede na Espanha, e fez parte do projeto Conversas Diversas, que desde fevereiro de 2009, se dedica a refletir sobre o tema. Quem me convidou para a rede RAIA foi Leonardo Brant, também um dos responsáveis pelo projeto.

O DiverCult atua prioritariamente em âmbito ibero-americano e na relação com os países de língua portuguesa. Seu campo de atuação está concentrado em três pilares estratégicos: investigação de práticas, políticas, programas, projetos e atores que contribuam ao diálogo entre culturas; articulação entre representantes destas atividades, em dimensão publica e privada para a construção de uma agenda pública e participativa para a diversidade cultural; difusão de métodos e conteúdos em favor da diversidade consolidando um centro de referencia sobre os movimentos que tangem o tema composto por notícias, artigos, publicações, eventos e acordos internacionais.

O encontro com a rede RAIA para mim foi sensacional. Conheci pessoas realmente comprometidas com a aplicação das artes audiovisuais de modo responsável e ético. Gente de toda a parte da américa do sul e espanha, pessoas realmente inteligentes e divertidas, com uma visão ampliada sobre os os rumos da produção audiovisual de nosso tempo e suas consequências para o modo do viver humano na terra.

Fiz novos amigos, conheci uma rede muito interessante e ainda pude gastar meu espanhol. Valeu mesmo!

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