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Sobre a sociedade em rede

18 nov

Palestra proferida nos Empreendedores Criativos em novembro de 2011 para um grupo de projetos selecionados para o projeto. Uma fala especialmente interessante, recomendo.

Conversações, linguagem e possibilidades

9 mar

Tela da apresentação da Lígia/Cláudia

Preparei esta reflexão e montei uma apresentação sobre pensamento sistêmico, redes sociais, linguagem, narrativas e aprendizagem. Talvez vocês gostem.

Conversando para nosso bem-estar

1 dez

Interessante essa questão de que todo ser humano busca o bem-estar. Quando vemos um viciado em heroína, um terrorista-bomba ou um suicida convicto nossa primeira reação é pensar que talvez eles não estejam mantendo seu bem-estar, que são um ponto fora da curva.Ocorre que o bem-estar de que falo tem a ver com a congruência de cada ser humano com o meio em que vive no exato momento de seu viver. Então o terrorista mantém uma explicação de si mesmo a partir de um domínio de conhecimento, de um conjunto de crenças e valores que confirma para ele que morrer explodindo pessoas é viver no bem-estar. O suicida busca alívio ou redenção ou “seja-lá-o que-for” no momento de sua decisão fatal, mantendo sua congruência com o meio no presente em que vive.

Então o bem-estar humano é algo contigencial ao momento presente em que vivemos porque só vivemos no momento presente, certo? Nosso passado e nosso futuro são apenas explicações que formulamos sobre nós mesmos, no momento presente.

Entretanto quando nos encontramos para uma conversação em um ambiente livre, sem exigências, sem pressões nem competições, onde a liberdade plena de expressão é favorecida pelas condições do meio, temos a oportunidade de perceber outras visões, diferentes da nossa, e então nossa visão pode se alterar um pouco, que seja um pouco, para que possamos nos manter em congruência com o meio em que naquele momento estamos.

Não é mágica, ver as pessoas conversarem livremente até construirem por si mesmas opiniões incrementalmente diferentes, mas parece mágica! Isto porque em nosso cotidiano vivemos conversações em espaços controlados quase o tempo todo.

Dizemos o que dizemos a partir do que é esperado que digamos, muitas e muitas vêzes durante o dia. E ouvimos geralmente apenas o que consideramos válido e possível, fora disso apenas escutamos, descartando o que não se harmoniza com nossas idéias!

Essa pobreza de diálogo se repete também nas escolas, nas igrejas e na mídia, e segue preservando costumes, instituições e grupos sociais, conservando a sociedade e sufocando os indivíduos. Isto aqui já estava desde que nasci, estabelecido pela continuidade das sociedades patriarcais/matriarcais que se mantém pela exigência e pela não-validação dos indivíduos.

O que podemos fazer quanto a isso? Bem, que tal apenas sentarmos diante de um café para conversar livremente sobre tudo isso, ou sobre o que mais quisermos a cada momento na conservação de nosso bem-estar?

* Este post surgiu como um comentário para um post de Juliano Spyer (“As sutilezas das metodologias de conversação presencial – cada vez aprendo mais” em seu blog Não-Zero)

Upload da foto feito originalmente por siqui sanchez

Criando novos caminhos

26 set



Desire path

Upload feito originalmente por wetwebwork

Gostaria de falar um pouco sobre “desire lines” ou “social trails”, um conceito que sempre me fascinou em minhas reflexões sobre a inteligência natural das multidões humanas. Vou traduzir aqui livremente o conceito como “trilhas espontâneas”.

A trilha espontânea é um caminho traçado pela erosão das pisadas humanas que estabelecem um atalho lógico entre dois pontos de origem e destino. Geralmente ocorre como alternativa natural a um trajeto formalmente definido que, de algum modo, não parece fazer sentido para as pessoas em seu caminhar cotidiano.

A largura e profundidade de um trilha espontânea indica sua frequência de uso e popularidade, e seu trajeto demonstra a inteligência de grupo, o senso de praticidade e a capacidade de adaptação natural de seus usuários.

Metaforicamente, empresas, instituições e organizações apresentam trilhas espontâneas estabelecidas por pessoas que criam ajustes, correções e alterações práticas em seus processos formais.

Geralmente estas trilhas espontâneas visam facilitar o encadeamento das ações realizadas pelos usuários, poupando esforços e recursos na execução das atividades ordinárias.

O entendimento dos ajustes propostos pelas pessoas nas trilhas espontâneas pode indicar alterações de processos preciosas e inteligentes, ou apontar para simplificações que visam apenas manter o conforto e o bem estar dos executantes das tarefas.

De qualquer modo vejo nas trilhas espontâneas a afirmação de um espaço de decisão da maioria, algo que confronta naturalmente os projetos de controle que desconsideram o indivíduo. Desse modo se um grande número de pessoas insiste em repetir um determinado comportamento que transgride algumas das regras impostas por um sistema, talvez valha a pena reunir o grupo e investigar o que está ocorrendo. Pode ser que haja aí um grande valor não-percebido.

Coletivos de pessoas costumam ter um senso prático bastante acurado, e que pode ajudar a definir uma série de inovações de processos importantes. Para aproveitar isto, é preciso respeitar as pessoas em suas livre-expressões e propor diálogos onde o conhecimento possa ser elaborador e compartilhado pelo grupo.

Sobre peixes e homens

21 dez



Se as coisas na sua empresa não estão acontecendo exatamente como você gostaria, muito provavelmente você está desejando algo que não é possível acontecer com as pessoas que estão ao seu redor.

Você poderia tentar substituir as pessoas, trocando-as por outras mais adequadas ao seus planos operacionais, mas não há como saber exatamente quais pessoas trocar e nem se quem virá será mesmo mais adequado ao processo.

Além disso todo esse movimento poderia comprometer diretamente os negócios de sua empresa que, apesar de não estar acontecendo exatamente como você gostaria, tem te sustentado e a todos, de uma forma ou de outra.

Então vem um certo sentimento de impotência por não ser possível influenciar diretamente uma realidade que te cerca, apesar de toda capacidade racional que você possui. Afinal toda nossa civilização ocidental está baseada na premissa de que podemos alterar nosso realidade, influenciando destinos, conduzindo pessoas e reorganizando processos de produção. Temos feito isso a séculos com resultados medíocres e evidentes. (mais…)

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