Rede de educação sobre educação em rede da VIVO

Educação em Rede na VIVO

Upload feito originalmente por Papagallis

Realmente não pensei que estaria em 2009 participando de uma discussão lúcida sobre os rumos da educação no Brasil em um ambiente corporativo, ainda mais em uma das maiores empresas do Brasil. A muitos anos venho refletindo e atuando na construção de alternativas para o nosso sistema educacional. Estamos aprendendo de um modo tolo, antigo e despropositado. Meus filhos estão sentados nos mesmo bancos escolares do século XIV.

Criei a Papagallis para aplicar metodologias de aprendizagem informal justamente para exercitar e difundir novas formas de aprendizado. Me especializei em redes inclusive para disseminar um novo modelo mental onde as pessoas podem viver, trabalhar e aprender em uma mesma perspectiva humana. Participei de inúmeras reuniões de pais nas escolas dos meus filhos. Estive em debates e seminários questionando a forma que aprendemos hoje. E até pouco tempo me sentia uma minoria isolada quixoteando discursos aos vento. Por isto me surpreendi bastante quando no seminário A Sociedade em Rede e a Educação me vi no auditório do Instituto Vivo ouvindo José Pacheco da Escola da Ponte bradar que a melhor ação para a educação brasileira seria fecharmos o Ministério da Educação.

Augusto de Franco, mestre tecelão de redes, inspirou e ajudou a organizar este encontro que, mais do que uma simples transgressão, aponta um eixo de mercado que começa a se orientar para um questionamento forte do modo como aprendemos hoje dentro das salas de aula.

No site da Papagallis publicaremos uma análise mais ampla do encontro mas aqui não pude deixar de registrar minha surpresa por perceber que, de algum modo, a roda da história começa a andar, mesmo para as instituições mais retrógadas e conservadoras que existem: as escolas.

Uma entrevista para Jorge Bodansky

Aqui um momento especial para mim onde Jorge Bodansky me entrevista para a TV NAVEGAR.

A TV NAVEGAR é uma TV via Internet com ênfase nas questões socioambientais. É aberta, gratuita, e está disponível a qualquer pessoa interessada em divulgar e compartilhar conhecimento. Na TV NAVEGAR é possível publicar material produzido com equipamentos amadores ou profissionais. O importante é compartilhar! Para conferir acesse: http://tvnavegar.com.br.

A TV NAVEGAR faz parte do projeto Navegar Amazônia, do Jorge Bodansky e uma rede de colaboradores de todo o Brasil.

Não deixem de conhecer.

Feliz com o meu tambor!



Upload feito originalmente por campuspartybrasil

Aqui estou eu numa roda de samba no fim de noite do Campus Party 2009. Comprei este Djembê no mês passado depois de dois anos de namoro com o instrumento. Saí tocando com algumas gravações, tomei coragem e coloquei no porta-malas do carro. Quando vi a roda se formando fui buscar o tambor e me arrisquei entre os bambas.

Ao meu lado está o Ronaldo Richieri com sua sanfona. Não sei se o meu som estava muito bom, mas com certeza eu estava muito feliz.

Por isto eu digo, amigos, nunca é tarde para começar a tocar um instrumento.

O encontro de Humberto Maturana e Augusto Pinochet


Waiting for the rain…

Originally uploaded by Anne*°.

Compartilho aqui com vocês uma história narrada ontem pelo Prof. Humberto Maturana em nosso curso de Biologia Cultural. Maturana era professor universitário por ocasião do golpe militar no Chile em 1973 e aqui transcrevo a história de seu encontro com Augusto Pinochet.

“Em 1984 recebi um convite branco com letras douradas, um convite para jantar com Augsuto Pinochet na casa da moneda.
Outros professores universitários receberam um convite semelhante.
Conversamos e todos decidiram que não poderíamos recusar!
Minha mãe me disse naquela ocasião:
- Filho, comporte-se lá lembrando que você tem filhos!
Então no dia e hora lá estavam todos, presentes ao jantar.
Todos em um grande salão, cerca de 85 pessoas em sua grande maioria universitários.
Então chega Pinochet acompanhado de um homem que sabia exatamente quem era cada um de nós.
O ditador foi apresentado e apertou a mão de um por um.
Já na mesa de jantar, todos juntos, Pinochet levanta seu copo e convida:
- Vamos brindar à nossa pátria.
E todos brindam.
Louças de primeira, comida deliciosa.
Então Pinochet toma o microfone mais um vez e diz:
- Fiquem tranquilos porque hoje não haverá discursos.
Como não havia espaço de falas, decidi fazer um brinde, aproveitando o espaço de brinde criado por Pinochet.
Então me levanto, levanto meu copo e digo:
- Eu também quero brindar pela pátria.
Silêncio sepulcral! As moscas que voavam caíam congeladas!
O vinho fica imóvel nas taças.
Então eu disse:
- Todos aqui, reunidos como estamos, indica que este é um momento de sucesso em qualquer governo.
Estamos hoje aqui como homens simples do chile que somos, incluindo nosso presidente, então brindo para que possamos contribuir para gerar a autonomia intelectual e a liberdade cultural do Chile!
Silêncio absoluto! Pinochet levanta sua taça brindando, toma um gole, põe a taça sobre a mesa e aplaude quatro vêzes.
Todos repetem seus gestos também aplaudem quatro vêzes!
Um colega me cochichou:
- Que lindo!
Um outro comentou:
- Vamos terminar em Putre (onde ficava um campo de concentração).
Terminamos de comer e fomos ao salão para tomar um aperitivo.
Então eu disse.
- Preciso ir!
- Isso depende do dono da casa, me comentou um colega.
Então vamos falar com Pinochet que ele está só:
- Estimado presidente lhe apresento Humberto Maturana, distinto biólogo.
Pinochet me olhou nos olhos e disse:
- Professor, digo-lhe que compartilho de seus desejos.
- Que como dizes, seja como faças, senhor.
Ele apenas me olhou sem alterar sua expressão.

Na hora de partir mais uma vez passei por ele e Pinochet disse simplemente:
- Tchau.
- Tchau.
Respondi com um aceno de mão.
Depois recebi telefonemas de colegas dizendo:
- Gracias, você nos devolveu nossa dignidade.
E outro:
- Você pode nos ter condenado a todos!
Mas nada de mau nos aconteceu, pelo menos não nos meses que se seguiram.
Dez anos após este episódio, fui preso e levado à interrogatório pela polícia de Pinochet, mas esta é outra história!

Conversando num carrosel mexicano

Esta viagem aconteceu para mim de forma absolutamente inesperada. Fui convidado para facilitar um encontro de planejamento de uma empresa de consultoria organizacional na Cidade do México e dez dias depois estava embarcando na Aeromexico rumo ao meu destino.

A batalha para tirar um passaporte novo (o meu estava vencido) e obter o visto no consulado do México foi uma aventura à parte!

Não conhecia o país, nunca tive contato com mexicanos e não domino com fluência o espanhol. Pesquisei um pouco da cultura mexicana para tentar entender alguns aspectos importantes para meu trabalho. Saiba mais