Paul Pangaro, um mestre da cibernética

Conheci Paul Pangaro através de minhas pesquisas na internet sobre cibernética. Por estes dias ele veio ao Brasil para uma série de encontros no Itaú Cultural e tivemos a oportunidade de conversar. Paul é uma pessoa vibrante que traz a cibernética em sua história e prática.

Paul Pangaro foi educado na universidade como estudante de graduação em ciência da computação e drama, e obteve um Ph.D. com Gordon Pask na Brunel University (UK) em cibernética. Trabalhou nos laboratórios de pesquisa ao lado de Jerry Lettvin, Nicholas Negroponte e Gordon Pask, e fundou a Pangaro Incorporated fem 1982, uma empresa voltada ao desenvolvimento de aplicação práticas da cibernética.

Atendeu durante 10 anos, com sua consultoria baseada em aplicações da teoria de Pask, clientes como o Exército Norte-Americano e o Almirantado da britânico no desenvolvimento e formação para as operações de uma usina nuclear de energia. Ele trabalhou por dez anos no Vale do Silício, ora atuando como consultor, ora ocupando cargos como diretor de tecnologia de empresas iniciantes de internet, chegando a ser diretor-sênior e estrategista de mercado da Sun Microsystems.

Agora, baseado em New York City, ele é co-fundador de uma consultoria (http://cyberneticlifestyles.com) para organização, marketing e formatação de produtos para startups, além de trabalhar com equipes de inovação em organizações como o Citigroup.

Este encontro com Paul deve gerar diversos fluxos de conversação com a Papagallis e creio que será de grande importância em nossas pesquisas e aplicações cibernéticas nas conversações e processos de aprendizagem que organizamos. Foi um prazer te conhecer, Paul!

Oficina de Capacitação de Agentes Comunitários de Educação


Participei deste encontro sobre novos modelos de aprendizagem na Vivo onde pudemos discutir e propor caminhos para a implantação de diversos AEL (Arranjos Educativos Locais) no Brasil.

Foram dois dias muito intensos onde trios de cidadãos comuns ousaram desenhar ações locais de aprendizagem para suas comunidades a partir de conceitos de uma pedagogia livre e autônoma.

Augusto de Franco inspirou e orientou o encontro. Luis de Campos Júnior dos Românticos Conspiradores também contribui bastante. Nilton Lessa e Luís Guggenberger do Instituto Vivo participaram de corpo e alma.

Em breve teremos um novo encontro para conferirmos a quantas andam as iniciativas de AEL que surgiram nesta ocasião.

Valeu mesmo!

Voando Azul

Nos últimos dois meses tenho embarcado em Viracopos voando pela Azul para Salvador e Belo Horizonte. Tenho gostado bastante das condições de vôo e dos serviços. Também encontrei a Azul no Campus Party e agora estou participando da comunidade viajamos.com.br na batalha de ganhar uma passagem aérea para algum lugar do Brasil. Vamos ver se consigo!

Luiz Algarra no TEDx SP

Luiz Algarra no TEDx SP

* A íntegra do texto que preparei para minha inspiração na apresentação no TEDx SP.

Foto by Rafael Hernandez

Me convidaram para falar aqui no TEDx SP mas antes de falar eu gostaria de ouvir.

Ouvir o que outro diz a partir de onde ele diz

O que o Brasil tem a oferecer ao mundo hoje?

Existe um sujeito perguntando, sempre.

Tudo que é dito é dito de um observador a outro que pode ser ela ou ele mesma.

Quem apenas vive, sem refletir, não tem o que perguntar. Segue vivendo.

O peixe que vive dentro da água não percebe a água.

Me lembro que quando era pequeno e fui passar o dia na casa de um colega de classe, filho de japoneses, conheci um modo de vida bem diferente da minha casa.

Quando voltei para casa comecei a perguntar porque as coisas lá em casa eram daquele modo.

Então nesta pergunta escuto alguém que viu o Brasil de fora, de um peixe que saiu da água e que, pela curiosidade ou pela dor, convida os outros peixes a refletirem sobre a água onde estão mergulhados.

O que o Brasil tem a oferecer ao mundo hoje?

Vou tentar perceber a partir de qual entendimento esta pergunta está sendo formulada. Vou construir a pergunta percebendo de onde eu a escuto. E vou tentar perceber os verbos que cada parte da pergunta me traz. Saiba mais

Marcelo Tas e Luiz Algarra

Luiz Algarra e Marcelo Tas

Upload feito originalmente por Papagallis

Nos anos 80 conheci Marcelo Tas no movimento de vídeo independente em São Paulo. Naquela época éramos bem jovens e havíamos acabado de por as mãos em equipamentos de vídeo profissional portátil. Com isso fazíamos vídeos, reportagens, documentários, programas de tv e o que mais houvesse para experimentar algum tipo de ousadia política ou estética. O Tas, assim como eu, trabalhava na frente e atrás das câmeras.

Hoje Marcelo continua ousando na TV mas nós dois também estamos no mesmo território da internet, tecendo redes, experimentando novos modelos de interação e construção de espaços de encontro.

E nestes encontros aqui estamos nós no seminário Sociedade em Rede e a Educação promovido pelo Instituto Vivo, momentos antes de entrarmos para a abertura dos debates.

Um abraço, Marcelo!