De olhos para o mundo!
22/09/2008 1 comentário
Ximena y la Lupa. – Upload feito originalmente por Mac1968
Seja o que for que pensamos ser a realidade, não é! Ou melhor, é a nossa própria, única e instranferível realidade. Vemos o que vemos a partir de nossos critérios de validação.
Distinguimos o mundo identificando uma e outra coisa a partir de nossas experiências anteriores. Vemos o que vemos e só saberemos se é ilusão ou percepção no instante seguinte. Nossa próxima experiência ira confirmar ou negar nossas impressões sobre o que chamamos de realidade.
Cada qual com sua lente, enxergando o que vê, percebendo o que enxerga. E tomamos nossas decisões, realizamos nossas ações e nos organizamos em coordernações que seguem exclusivamente aquilo que ditinguimos como real.
E não falo aqui de nossas opiniões, que isto é coisa que se forma bem depois de nossa capacidade de conhecer o mundo. Digo sim que conhecemos, vivemos em cognição, daquilo que validamos como real.
Então nossos olhos vêem a luz ou a luz é o que é por ser vista em nossos olhos?




Duas derivas de reflexão a partir da sua:
Uma diz respeito à mudança no olhar. O mundo não muda. Nós mudamos e enxergamos o mundo de forma diferente quando isso acontece. A experiência mais simples é voltar à primeira escola, onde tudo parecia grande quando éramos crianças e agora, quando adultos, o mesmo tudo torna-se pequeno. Carteiras mesas, corredores.. Outra diz respeito às pessoas. Quando a gente gosta de alguém, nosso olhar amoroso parece que só vê a beleza do outro. Tudo no outro é harmonioso e atraente. Alguém que já conhecíamos se transforma diante de nós, por que ganha uma distorção apreciativa especial!
A outra reflexão diz respeito à confusão entre ilusão e percepção. O cérebro não distingue entre um e outro. Jogos de realidade virtual são perigosos por causa disso. Uma forma fácil de comprovar é prestar atenção nos sonhos. Quantas vezes acordamos de um sonho bom – ou ruim – sentindo em nosso corpo tudo igual como se tivéssemos vivido?