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	<title>Comentários sobre: Futebol, política, religião e a realidade, não se discute</title>
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		<title>Por: Leandro N Azevedo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leandro N Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 16:25:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Acredito que há a oportunidade de contínua construção das &quot;realidades&quot; compartilhadas na linguagem e emoção; como quando a criança aponta para uma coisa e pergunta: &quot;O que é isso?&quot; e você responde: &quot;um cachorro!&quot;. Isso se dá nas coordenações recursivas de coordenações de comportamentos consensuados (linguagem) que geramos no viver e conviver em grupos sociais; dentro de um processo inundado pela emoção que permita o desejo de estar juntos na sensualidade, sexualidade e no prazer de estar com o outro (emoção: amor), nos espaços de conversações (linguagem + emoção) geradores de mundo.

Num tempo diferente, quem sabe matríZtico, estar juntos significaria a &quot;co-inspiração&quot; na geração de um espaço de viver em harmonia com os outros (antroposfera) e com o meio (biosfera); e não no desejo de impor ao outro uma &quot;verdade&quot; única e acabada; do espaço emocional que dá origem à competição, à tolerância, a raiva, ao mando, ao prazer pelo poder, ao desejo da onipotência, da posse, do enriquecimento a partir do acúmulo, como se a natureza, e até a vida humana, existisse para ser possuída e dominada. 

Urge que reflitamos sobre o mundo pós-moderno que geramos a partir de nosso viver, a partir de nossas redes de conversações, a partir do domínio de condutas que vivemos por meio das emoções como conservações estacionárias de sentires internos que temos; e nos perguntarmos: desejo o viver que tenho? desejo desejar o viver que tenho?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acredito que há a oportunidade de contínua construção das &#8220;realidades&#8221; compartilhadas na linguagem e emoção; como quando a criança aponta para uma coisa e pergunta: &#8220;O que é isso?&#8221; e você responde: &#8220;um cachorro!&#8221;. Isso se dá nas coordenações recursivas de coordenações de comportamentos consensuados (linguagem) que geramos no viver e conviver em grupos sociais; dentro de um processo inundado pela emoção que permita o desejo de estar juntos na sensualidade, sexualidade e no prazer de estar com o outro (emoção: amor), nos espaços de conversações (linguagem + emoção) geradores de mundo.</p>
<p>Num tempo diferente, quem sabe matríZtico, estar juntos significaria a &#8220;co-inspiração&#8221; na geração de um espaço de viver em harmonia com os outros (antroposfera) e com o meio (biosfera); e não no desejo de impor ao outro uma &#8220;verdade&#8221; única e acabada; do espaço emocional que dá origem à competição, à tolerância, a raiva, ao mando, ao prazer pelo poder, ao desejo da onipotência, da posse, do enriquecimento a partir do acúmulo, como se a natureza, e até a vida humana, existisse para ser possuída e dominada. </p>
<p>Urge que reflitamos sobre o mundo pós-moderno que geramos a partir de nosso viver, a partir de nossas redes de conversações, a partir do domínio de condutas que vivemos por meio das emoções como conservações estacionárias de sentires internos que temos; e nos perguntarmos: desejo o viver que tenho? desejo desejar o viver que tenho?</p>
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