Ao nascermos estamos totalmente dependentes. Nossa vida está nas mãos de alguém que nos cuide. Sem alimento, proteção e cuidado, desaparecemos. Esta é uma condição da espécie humana. Como a lagarta que tem uma predisposição biológica a se transformar em borboleta, somos predispostos ao cuidado, ao zelo, ao amor.
Criaturas sociais, ao contrário do tubarão, por exemplo, damos prazer a quem nos cuida. Acariciar um bebê é bom. Aconchegá-lo é uma experiência prazerosa para um adulto da espécie. Nascemos então na confiança de que seremos amados, como condição de nossa própria vida e continuidade da espécie.
Confiar é nossa primeira perspectiva como observadores de nossa própria vida. Essa confiança então ainda está em nós, como referência básica de equilíbrio e harmonia interpessoal.
Já haviam pensado nisso desta forma? Humberto Maturana já.


Muito bom! Esse meio de campo com o Maturana ajuda a entendê-lo melhor. Valeu :)
Abraço