Manifesto da cultura em rede
03/10/2007 Deixe um comentário
Originally uploaded by s0ulsurfing.
Este texto foi produzido pelo Leonardo Brant logo após uma leitura do Cluetrain Manifesto. Estávamos discutindo a importância, força e significado de um texto como proposta de referência para a rede do Instituto Pensarte e o Léo vibrou quando topou com a energia do Cluetrain.
“-É algo assim que procuro. Falando sobre redes e a cultura!”.
Me lembro dos olhos vidrados e de ter percebido alguma coisa nascendo lá dentro dos pensamentos dele. Talvez por isso quando li o texto pela primeira vez tenha ficado tão impressionado. Revivi aquele momento, vibrei como da primeira vez que li Cluetrain e percebi que estava diante de uma dessas peças de fácil propagação na rede.
O texto foi publicado a alguns dias na rede Pensarte e ainda está sob críticas e avaliações da comunidade. Hoje tentei ligar para o Léo para pedir autorização para publicar o texto mas não o encontrei. Publiquei assim mesmo! Corro o risco de ter de remover este post a qualquer momento se o autor não concordar. Levar um puxão de orelha e ainda ter de pedir desculpas mas, vá lá, vou arriscar…
Quem sabe assim o texto sai da minha cabeça (alguns trechos ainda estão reverberando) e migra prá rede?
E só para exercer um pouco do meu direito de defesa arrisco:
- Publiquei seu texto, Léo, porque acho que quando ele nasceu já não era só seu, era da rede.
18 considerações sobre as conversações
1. Sujeitos imaginam o mundo.
2. Os que expressam a sua imaginação são chamadas de artistas.
3. Toda expressão é política. Mesmo aquelas que declaram não ser.
4. Política é um ato de convivência.
5. Poder é quando a convivência entre pessoas é exclusiva e privada.
6. Quando pessoas expressam-se por via do poder temos opressão.
7. Pessoas fazem cultura. Organizações, corporações e o Estado não.
8. Pessoas são (podem e devem ser) cidadãos.
9. Cidadãos são aqueles que lutam para que os direitos e deveres sejam universais.
10. Todo ser humano é (ou pode ser) artista.
11. Liberdade é o estado natural do artista.
12. Liberdade de todos é o Estado natural do cidadão.
13. Numa democracia cultural há liberdade.
14. Numa sociedade onde há cerceamento de liberdade o artista é (deve ser) político.
15. Onde há política, há uma rede de sustentação de idéias e propostas.
16. Redes não prosperam em ambientes opressores.
17. Redes funcionam por meio de conversações.
18. Conversação é uma comunicação orgânica, multilateral, entre sujeitos.



